quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Infidelidade: questão de honra ou de vingança?




Há alguns anos atrás se alguém perguntasse: quem trai mais? O homem ou a mulher? Muita gente responderia que os homens dão um banho nas mulheres quando o assunto é traição, porém hoje, apesar dos homens continuarem à frente, as mulheres não estão ficando muito atrás na hora de pular a cerca.

“O que acontece é que as mulheres sabem ser mais discretas. Traímos e não deixamos rastro pra que nos descubram. A maioria dos homens nunca chega a descobrir o tamanho do galho que carrega na cabeça” é o que diz a estudante de farmácia Jéssica Andrade, 22 anos.

Mas qual será o principal motivo que leva a traição? Quando questionados a respeito, muitos homens dizem que traem por culpa das mulheres que estão se insinuando cada vez mais, principalmente quando elas descobrem que o alvo é comprometido. “As mulheres de hoje colaboram usando roupas mais sensuais e quando estou com minha namorada elas ficam mais assanhadas”, diz Leonardo Oliveira, 20 anos, web design.

Outro argumento usado por eles é que a “carne” do homem é mais fraca e, portanto, mais incapaz de resistir às tentações. Além disso, afirmam que as “puladas de cerca” são coisas de momento, depois do ato não tem mais sentido algum pra eles. “Eu amo minha namorada, mas já a traí algumas vezes, só que não teve importância, depois é só procurar a oficial de novo e tá tudo certo” diz Leonardo.

Já no caso das mulheres, muitas defendem que traem por não estarem satisfeitas afetivamente com o seu parceiro, ou por já terem sido traídas e por isso querem se vingar. O maior problema das mulheres e ao contrário da maioria dos homens é que elas muitas vezes se envolvem de maneira sentimental com o amante, buscando nele aquilo que não encontra no marido e assim não conseguem se “desligar” de nenhum dos dois.

Cristiane Vieira Machado

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Almoçar ou praticar exercício físico? Aumenta o número de pessoas que utilizam o horário de almoço para fazer exercícios

Jefferson Augusto


Em busca de saúde e qualidade de vida, muitas pessoas trocam ou diminuem o tempo que têm para almoçar para praticar exercícios físicos. Professores de Educação Física e nutricionistas dizem que não existe problema algum em fazer atividades físicas no horário de almoço. Não é nem mesmo preciso diminuir a intensidade do exercício. O importante é não ficar sem se alimentar e seguir corretamente a dieta proposta pelo nutricionista.


Há 4 meses, dois amigos resolveram se juntar para fazer exercícios físicos no Parque da Cidade SARAH KUBITSCHEK. Eles escolheram o horário de almoço porque trabalham o dia inteiro e estudam à noite. Assim, o único tem

po livre disponível é das 12h às 14h.” Eu particularmente, prefiro correr com um

amigo, até porque correr sozinho é chato e acabo não praticando exercícios” afirma o publicitário Hernane Pinto.


O empresário Hilton Cunha trabalha no Setor Sudoeste e, de segunda a sexta, malha numa academia próxima.” Eu malho uns 50 minutos, tomo meu banho no vestiário e almoço antes de voltar a minha correria do dia-dia”, conta.

Ele considera menos desgastante. “Não chega a dar tempo para o cansaço chegar. Se eu almoçar e ficar fazendo a digestão, me dar sono”, afirma.


O nutricionista Jonas de Mendonça não vê problemas em malhar no horário de almoço, mais lembra que a dieta tem que ser seguida corretamente.Segundo ele, a dieta deve ser adequada ao pouco tempo de almoço. Dependendo do caso, pode-se trocar um prato de comida por um suplemento alimentar, sem prejuízo para a alimentação.” A alimentação tem que ser seguida de acordo com a dieta. A pessoa só não pode se exercitar em jejum”, diz.


Segundo o professor de Educação Física da academia PLANET FITNESS que fica no SIG, André Vieira, o movimento durante o intervalo do almoço é de 90% de funcionários que trabalham perto do local. ”Por se situar perto de vários prédios comerciais, das 11h30 as 14h o movimento da academia chega a ficar tenso de tão cheio que fica”, afirma. Os alunos que malham este horário também chegam a ganhar de 10% a 20% de desconto que depende do convênio das empresas associadas. De acordo com o professor André Viera, também não há problema algum malhar nesse horário, desde que a pessoa esteja bem alimenta, ou seja que tenha tomado um bom café da manhã e não esteja em jejum.


Ser ou não ser ... Virgem!

Pesquisa inédita revela que jovem brasileiro transa antes de completar 16 anos. Mas tendência vinda dos EUA mostra que existem jovens que ainda sonham em se casar virgem.
Se antes, manter-se casto até a noite de núpcias era uma questão de honra, hoje em dia, é comum entre os jovens perder, cada vez mais cedo, a virgindade antes de chegar ao altar. Uma pesquisa inédita realizada pela ONU, que fala sobre o comportamento sexual dos jovens brasileiros, chamada Juventude, juventudes: o que une e o que separa, revela que dois em cada três jovens brasileiros descobrem o sexo antes dos 16 anos.

A universitária Jaqueline Coelho de 20 anos, teve a primeira relação sexual aos 16 com um rapaz quatro anos mais velho que ela, e afirma que esse negócio de se casar virgem é coisa do passado. “Eu acho que isso é muito arcaico, nunca me passou pela cabeça a idéia de me casar virgem”. E esse não é um pensamento exclusivo da estudante, para o administrador de redes Emerson Ferreira de 21 anos, transar pode ser uma questão de oportunidade. “Eu transei a primeira vez com 13 anos. Nem sabia direito o que estava fazendo, mas tive a oportunidade e fui. Cada um sabe a hora que deve ser.”

O sociólogo Odair José Torres explica que com a facilidade de obter a informação através da internet e de outros meios de comunicação, é comum, jovens se tornarem mais precoces sexualmente, principalmente entre mulheres, que durante anos foram reprimidas pela sociedade machista.

No contraponto desse comportamento de liberdade sexual entre os jovens, surgiu nos Estados Unidos, através da banda True Loves Waits, a idéia do anel da virgindade, que simboliza a abstinência sexual até o casamento. De lá para cá, pode até parecer brincadeira, mas essa onda tem feito vários adeptos no mundo todo, principalmente entre os meninos. Elton de Oliveira de 16 anos, diz que pretende se casar virgem. “A minha virgindade é o meu presente para a minha esposa. Sexo não é para se fazer adoidado, com qualquer uma.”

Para o estudante, quando se toma a decisão de esperar até o casamento, o uso do anel é desnecessário. “Não tem para quê mostrar que é virgem. Isso é besteira, isso é para aparecer.” De acordo com Elton, a pressão para transar é grande. “A maioria dos meninos da minha sala dizem que já transaram. Eles me perguntam se eu não vou também quando eu digo que só depois que eu me casar, eles riem e me chamam de gay, mas eu não ligo.”

Aos 17 anos, Thays Costa, fez um voto de se manter virgem até o casamento. Hoje com 23 anos, ela ainda usa o anel como símbolo de sua castidade. “Eu fiz essa escolha porque eu acredito que devo me preservar para a pessoa que eu amar de verdade. Uso o anel para me lembrar do meu compromisso.” Completa a estudante de enfermagem. Para o sociólogo Odair, essa moda do anel da virgindade pode não durar muito. “A juventude é muito efêmera, tudo é passageiro. Pode ser que daqui a dois, três anos, aconteça algo que os faça mudar de idéia.”

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Protetores voluntários ajudam a salvar vidas

Por Débora Barcelos

No Distrito Federal estima-se que existam 30 mil animais nas ruas. Organizações não-governamentais buscam soluções para a superpopulação de cães e gatos nas mesmas, conseqüência da procriação indiscriminada e abandono dos animais de estimação. O trabalho das Instituições não é apenas achar lares para animais abandonados, mas atuar nas raízes do ciclo que leva ao abandono. Desde novembro de 2003, cerca de 400 animais foram adotados por meio de programas, de acordo com a ONG ProAnima - Associação Protetora dos Animais do Distrito Federal.

A Associação Salvando Vidas DF resgata animais que estão correndo risco de vida. Atua retirando cães e gatos das ruas, cuidando para que estejam saudáveis e prontos para serem adotados. Os animais são encaminhados para lares temporários ou hospitais veterinários, onde são tratados, esterilizados, avaliados e preparados para o novo lar.

Márcia Veras Ribeiro participa desse grupo e além de ter adotado três gatos também ajuda a recolher os que estão nas ruas. Ela acredita que isso não basta. “É preciso conscientizar as pessoas, ter boa vontade, querer ajudar. Enfim, ter solidariedade para dar qualidade de vida aos animais que são retirados das ruas.”

Para adotar um animal basta entrar em contato com a ONG, hospital veterinário ou petshop, onde serão devidamente descritos os animais disponíveis, inclusive sobre o estado de saúde, além do temperamento. O interessado passa por uma entrevista, para que a doação seja bem-sucedida e o animal não corra o risco de voltar para as ruas.

Gabriela Campetti mora na Asa Norte e adotou um gato ainda filhote há um ano. Tigrinho foi abandonado e estava à espera de um lar adotivo em um hospital veterinário do bairro. Ela apóia iniciativas como a da Associação Salvando Vidas DF. “Acho muito bom adotar animais, porque os retiram das ruas e permite que tenham um lar, com donos que possam dar-lhes amor e carinho. Os vira-latas (tanto cães quanto gatos) são inteligentes e carinhosos, muitas vezes até mais do que os animais de raça.”

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

À espera para amar

Por Keroley Monteiro

A ansiedade dos pais que preparam a vida para acolher outra é constante. Depois de conhecer o pequenino, a esperança aumenta em telo por perto. Mas a burocracia do processo de adoção faz com que os futuros "papais" fiquem ansiosos durante anos. A espera parece cada vez maior, e a vontade de leva-lo embora do antigo lar é presente.

A fila para adoção no Brasil é extensa. Dados do Cadastro Nacional de Adoção, criado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostra que existe uma criança para cada 16 pessoas ou casais registrados. Ao todo são 2000 pretendentes para 200 crianças. Alguns adotantes esperam na fila de três a quatro anos, sendo que a burocracia para habilitação dura em torno de seis meses. O que torna mais longo o tempo de espera são as exigências dos interessados. A preferência é por meninas com até dois anos de idade, da cor branca e saudável. Segundo o cadastro, a maioria das crianças disponíveis são meninos de pele parda, entre nove e treze anos.

Sem muitas exigências a artesã Fátima de Oliveira, 30 anos, adotou o Fernando quando ele tinha dois meses de idade: "Eu queria tanto ser mãe, e como não posso engravidar a adoção foi o melhor caminho para que eu consegui-se realizar o meu sonho. Achei que seria mais difícil adotar porque sou solteira, mas isso não foi impedimento", contou Fátima. Depois de esperar seis meses na fila, apenas com a condição de que fosse um menino, menor de um ano de idade e saudável, a futura mamãe recebeu o grande telefonema: "Quando a Assistente Social ligou e disse que tinha um menino de dois meses de idade para eu conhecer, fiquei louca de ansiedade. Quando vi o Fernando me apaixonei, imediatamente perguntei se poderia leva-lo para casa. Hoje sou a mãe mais feliz do mundo, vivendo ao lado do meu moreninho", relatou a nova mamãe.

O comportamento de Fátima não é incomum. Segundo a psicóloga Aline Valadares, 26 anos, do Lar da criança Padre Cícero, os adotantes chegam ansiosos para conhecer a criança que foi encaminhada a eles: "Alguns pais chegam no lar, e logo depois de conhecer a criança querem leva-la para casa", afirma a psicóloga. Mas crianças com idade acima de dois anos devem passar por quatro estágios de adaptação antes de ir para a nova casinha:"Os adotantes podem visitar a criança no lar, com uma autorização do Juizado, depois sair para passear, passar o dia e quando estiverem mais adaptados podem passar o final de semana com pernoite", enfatiza a especialista. Essa adaptação é necessária para resguardar os pequenos e os futuros "papais".

A espera para a adoção é tão cansativa, que algumas pessoas recorrem a métodos ilegais para fugir da fila. Os pais biológicos entregam a criança aos novos "papais", que registram o pequeno como se fosse filho, nascido do adotante. De acordo com o artigo 242 do Código Penal, esse procedimento é crime, punível com reclusão de dois a seis anos. Nesse caso a adoção não é segura, porque o registro do cartório pode ser cancelado a qualquer momento, dando aos pais consangüíneos o direito de recorrer a justiça para reaver a guarda do filho. Já a adoção regular garante judicialmente a guarda dos pequenininhos adotados.

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Mãe é mulher trabalhadora

Por Cristiane Sutero

Toda mulher é preparada para ser mãe e, independentemente de serem solteiras, ou casadas de serem sustentadas ou de sustentarem seus companheiros, percebemos em toda a sociedade brasileira, o aumento contínuo do número de mulheres, que em conjunto com seus companheiros, compõem a renda familiar e, não é difícil encontrarmos casos em que advém da mulher a maior fonte de renda familiar.

Elas se preparam para as dificuldades que serão inerentes à condição de ser mãe, estudar, trabalhar, se sustentar... Enfrentando jornadas de estudo e trabalho, na grande maioria dos casos, acabam tendo que competir com homens pelos postos de trabalhos e, quando conquistam a vaga de trabalho, recebem menos que eles para executar a mesma atividade. Face a essa realidade social e acrescentando à mulher, um filho, é inquestionável seu poder de superação.

Salvo os casos em que a mulher é sustentada pelo companheiro, ou que sejam em conjunto, responsáveis pelos rendimentos da família, hoje em dia não é tão absurdo observarmos relações familiares, onde a mulher é a responsável por todo o sustento do lar, até porque, segundo o Censo 2000 do IBGE, que divulga indicadores sociais sobre a mulher, verifica-se que elas são maioria, no país, têm vida média mais elevada que os homens e assumem cada vez mais o comando das famílias. Os números confirmam que a nova mulher brasileira desempenha um papel cada vez mais importante na sociedade.

Mulheres estudam mais que os homens e por conseqüência acabaram se especializando mais que eles e nos caso em que o sustento da família fica a cargo da mulher não é raro, deixar os companheiros com a incumbência de zelar pela casa, pelos afazeres domésticos e dos filhos, mas em linhas gerais todas as responsabilidades acabam ficando mesmo é a cargo delas o sustento de todos, as atividades do lar, além de primar pelo bom desempenho profissional em seu cotidiano e de acompanhar o desenvolvimento dos filhos, até porque não precisamos de muito para observarmos que, em função do atual modelo social, poucos são os homens que se dispõem a cuidar da casa.

É em sua luta cotidiana que as mulheres ou mães, de forma muito sutil, se destacam sobremaneira. Nossa sociedade ainda hoje subjuga a competência da mulher em muitas áreas de atuação predominantemente ocupadas pelos homens, o que acaba gerando muitas vezes uma relação de subserviência, estimulada quase sempre por um retrógrado modelo patriarcal e, inclusive por igrejas, o que faz com que elas ainda recebam menos que os homens, mesmo quando são mais competentes.

Mesmo com todas as adversidades a que elas estão expostas, as mulheres conquistam cada vez mais espaços no mercado de trabalho, são cada vez mais representadas nos três poderes, são cada vez mais independentes, desempenham muito mais atividades que a maioria dos homens, além de agregarem às suas atribuições cotidianas: tarefas do lar, educar, trabalhar, administrar, sustentar, etc.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Ser mãe e profissional

Por Cristiane Sutero

Ser administradora do lar, profissional e mãe, no século 21 não é tarefa fácil. A mulher ao longo da historia vem conquistando espaço no mercado de trabalho e consequentemente sua independência, mostrando a todos sua posição na sociedade. Diariamente a mulher vem desenvolvendo dupla e até mesmo tripla jornada de trabalho, cuidando da casa, dos filhos e da profissão.

Como a empresária, mãe e esposa Elizabete Matos, 38 anos, mãe de Felippe 12 anos e Bruno 9 anos.
Sua jornada de trabalho é mais do que dupla e ela admite que administrar várias funções não é tarefa fácil, Para ela a vida profissional sempre foi fundamental para atingir suas realizações pessoais. “Quando decidi ser mãe, nunca pensei em abrir mão do lado profissional, tinha plena consciência do tremendo trabalho que teria, tendo que cuidar da minha carreira, dos filhos, do marido, ter um tempo para mim e ainda administrar a casa. É uma correria constante, mas eu optei por ter uma vida assim e sou muito feliz,” fala a empresária.

E mesmo depois de todas as conquistas femininas, existem mulheres que abandonam suas carreira para cuidar dos filhos. A administradora de empresas Juliana Paiva, de 32 anos, mãe Maria Luiza 8 meses, optou em dar um tempo na carreira para assistir de perto o crescimento da filha. “Acho muito importante a presença da mãe na vida dos filhos neste inicio de vida, mas logo que minha filha tiver uma certa independência voltarei para o mercado de trabalho”, diz Juliana.

Porém deve-se tomar cuidado ao tomar tal atitude, como comenta a jornalista americana Maureen Dowd, em recente entrevista dada à revista veja, ela enxerga esse fenômeno como um problema para as mulheres no futuro, em relação ao mercado de trabalho e afirma ter havido uma espécie de retrocesso na ambição feminina.

As mulheres vêm demonstrando o seu valor e conquistando a cada dia o seu espaço. E Seja qual for a decisão da mulher o importante é ter consciência do seu papel e não se sentir culpada em relação aos filhos, pois é perfeitamente possível conciliar a maternidade e o trabalho.